Contradições
Francamente é de espantar o nível de contradições vividas em nosso município. Enquanto montenegrino, o título de “ Cidade das Artes” me orgulha muito. Contudo trago neste dia alguns aspectos dignos de indignação e repulsa. Ao abrir as páginas do Ibiá de ontem, 14/07/09, pude ler que o Fumprocultura, não chama mais Fumprocultura mas poderá chamar-se Fumprocultura. Não é ilário? Tal fundo, fomentava a difusão da cultura montenegrina porém não mais existe; será substituído por um novo fundo. Este “novo fundo” não tem prazo definido para ser implementado. Não bastasse o descaso com a arte popular no município, a esperança, por parte dos artistas locais em conseguir algum recurso para dar andamento a seus projetos, agora, a exemplo de outros, aguarda em alguma gaveta, enquanto nossos talentos escorrem pelos vãos dos dedos. Até quando assistiremos “de camarote” a este show de inversão de valores?
Como base desta teoria, transcrevo, com autorização, parte do desabafo de um de nossos artistas mais conhecidos, Rodrigo Magrão, encontrado na íntegra no blog, http://kauer.com.br/maiorideia/
Sabe, toco na noite de Montenegro e vejo que estamos sempre regredindo. ponto primordial; na cidade das artes não pode haver lei do isolamento acústico, nos finais de semana a maioria dos bares que investem em música ao vivo são multados e muitos fechados em conta disso. O bar absoluto ( um dos melhores que já surgiram na cidade) fechou devido ao som e nem era tão alto no lado externo. O pior de tudo é que existe uma desigualdade de tratamento, pois os clubes e centros tradicionalistas não possuem isolamento acústico e metem festa até as 5 da madrugada. O armazém da pizza, casa referencial da noite de Montenegro, também está sem música ao vivo pois responde a um processo judicial em função de contratar músicos e não providenciar o isolamento acústico. Você foi no armazém quando tinha música ao vivo? O som do músico era ambiente e tão baixo quanto a rádio continental ou a antena 1 sintonizadas no consultório do dentista. A noite da cidade está acabando. E a cultura popular que espaço tem? Fica para nossa reflexão. Um fraterno abraço. Voltamos a nos falar!
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