quarta-feira, 29 de julho de 2009

Texto publicado no Ibiá de 29/07/09

Funções

Nesta semana, venho falar de um assunto que como um monstro vem crescendo no imaginário coletivo e tem um caráter pejorativo e prejudicial a saúde da democracia cidadã. Na Câmara de Vereadores são discutidos os mais variados assuntos relacionados a vida da comunidade, no entanto, é preciso compreender que ao chegar até nós os projetos, na sua maioria, vem engessados, prontos, aguardando somente um aval, ou seja, sim ou não dos representantes do povo. De fato, a forma como as discussões iniciam é que deveria ser revista, dando maior visibilidade e oportunidade de sugestão, tanto da parte dos próprios Vereadores quanto da comunidade como um todo. Acreditamos que a participação popular é extremamente importante e indispensável para a formulação de políticas públicas e a construção de espaços quais serão usufruídos posteriormente por esse público, o que infelizmente não está ainda enraizado na cultura de nossos “governantes montenegrinos”. O grande engano está em uma frase clássica que diz: - “O projeto está na Câmara”, dando a impressão de má vontade por parte dos edis que, ao seu bel prazer, fazem questão de trancar as votações. Ora, uma vez que qualquer projeto venha para a casa insuficiente ou passivo de alterações, é imprescindível uma análise criteriosa até para que depois não sejamos tachados de inconseqüentes ou irresponsáveis. Contudo, normalmente, os processos chegam a ficar até por um ano na prefeitura e quando vem a Câmara, querem que se vote “a toque de caixa”. É preciso que a comunidade fique atenta e saiba que pontos críticos como a Praça Rui Barbosa, a Reforma Administrativa, o Conduto da Cap. Porfírio entre outros, são de exclusivo domínio do Executivo (Prefeito), cabendo aos Vereadores a fiscalização e análise dos méritos, principalmente com relação as questões financeiras. O importante deste pensamento é que cada vez mais fiquem claras as funções de cada poder e que alguns mitos sejam derrubados, afinal, todos queremos um desenvolvimento consciente e responsável para a nossa cidade. Um fraterno abraço. Voltamos a nos falar!

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