Textos Publicados



Segurança pública em debate - 21.03.12

O tema segurança pública, ou a sensação de insegurança da população, tem sido alvo de debates e discussões no Vale do Caí. Muitos atores, nas várias esferas de governo, têm provocado reuniões, encontros, palestras e audiências públicas a fim de somar esforços na busca de soluções a uma problemática crescente e que nos encurrala no "Vale da Felicidade". Eu mesmo fui protagonista de diversas reuniões, chegando a estar pessoalmente com o secretário de Segurança do Estado, reivindicando aumento do nosso efetivo policial e um melhor equipamento para nossas polícias. Todos os movimentos são válidos e o resultado, ao final, só pode ser positivo.
Na última segunda-feira, participei de uma audiência pública promovida pela Amvarc (Associação dos Municípios do Vale do Rio Caí) e pelo Codevarc (Conselho Regional de Desenvolvimento do Vale do Rio Caí), na cidade de São Sebastião do Caí. Além da discussão sobre o assunto, da troca de experiências e de proposições, saiu um documento assinado por todos os municípios que compõem nosso vale ao governador do Estado, solicitando as urgentes implementações necessárias à segurança de nosso povo. Certamente há que se destacar a atuação dos bravos, que nas mais diversas áreas de atuação que o ofício compreende, se doam de forma integral no desenvolvimento de suas atividades. Notória constatação é a falta de efetivo e, embora os índices de criminalidade no vale sejam relativamente baixos, em comparação com outros municípios de igual porte, já existem sinais de oscilação desses números e nossa cidade tem sido vitimada por isso.
Nossos esforços seguem e nosso pleito vai desde as tão sonhadas câmeras de videomonitoramento, passando por melhora nos equipamentos, até a atração de um DML para a região, ou seja, todas as faces que envolvem segurança pública e seus desdobramentos.
Digo sempre que uma construção coletiva é muito mais profícua que algo feito de forma isolada e penso estar fazendo minha parte, seja de forma institucional, seja como cidadão montenegrino. Participando de todas as instâncias de discussões possíveis, nossa voz passa a ser ouvida e, com isso, podemos contribuir verdadeira e significativamente no processo.
Ainda na segunda-feira, deixamos em ofício, na audiência pública, de forma clara e simples, o resultado das reuniões ocorridas na Câmara de Vereadores de Montenegro, além de nos manifestarmos em nome de nossa cidade. Agora o aguardo e a esperança de, em breve, vermos solucionado o dilema da segurança pública em nosso município.


Viva Montenegro - 14.03.12

Quando se fala em formação ou preparação para o futuro, as reações são as mais diversas possíveis. A maioria das pessoas procura estar o mais conectado nos acontecimentos, possibilidades de crescimento intelectual e na aquisição de conhecimento.
O fato é que tanto o mercado de trabalho quanto os movimentos do cotidiano, cada vez mais, exigem de todos nós desprendimento, disponibilidade e habilidade na arte de cultivar relacionamentos, além de flexibilidade e abertura ao novo, seja no campo do conhecimento ou no que tange às relações interpessoais.
Nesse sentido, tive a grande oportunidade de participar da "Aula Magna" dos cursos de graduação da Universidade de Santa Cruz (Unisc) campus Montenegro, ocorrida na última segunda-feira. Momento ímpar, tendo como palestrante nada menos que o montenegrino Heitor José Müller, atual presidente da Fiergs e cidadão do mundo. O mais interessante é que em suas palavras, como sempre, fica evidente, além do conhecimento teórico do assunto, sua grande experiência de vida e um sentimento muito forte de cultivo às origens, amor à família e respeito ao ser humano. Foi uma verdadeira aula, em que, mais do que falar de economia, se transmitiu muito entusiasmo e vontade de vencer, tudo o que acredito seja essencial na vida de cada um de nós. A conexão da abordagem de Heitor com a realidade de Montenegro é algo fantástico. Em uma de suas falas, refere um modal chamado de "hélice tríplice", formada por governo, universidade e setor privado, receita infalível para o desenvolvimento.
A conquista de uma universidade, ou a vinda da Unisc para Montenegro é, sem dúvida, um dos maiores acontecimentos em nível de desenvolvimento de nossa cidade, pois a produção e a difusão do conhecimento capacitam cidadãos e transformam vidas.
Além disso, a "hélice tríplice" já dá sinais de efetividade aqui na aldeia, pois as parcerias entre Executivo, Legislativo e Universidade podem ser evidenciadas no cotidiano da comunidade montenegrina, sobretudo em visita ao campus. Acredito ser o momento ideal para a atração de um parque tecnológico para Montenegro e nossa luta, junto desses parceiros, é de efetivar, o mais breve possível, esse sonho, a fim de aproveitar o bom momento vivido pelo país, estado e município, no que tange à atração de empresas e carência de mão de obra qualificada. Como tenho dito sempre, as conquistas coletivas são extremamente maiores que as individuais e essa não será diferente. Parabéns Unisc, obrigado Heitor e viva Montenegro. Estamos preparando o futuro e abertos ao novo.

Nossa visão sobre as mulheres - 07.03.12

Ao longo da história, as mulheres estiveram sempre subjugadas às vontades dos homens, a trabalhar como serviçais, sem receber nada pelo seu trabalho. Ou, então, ganhavam um salário injusto, que não dava para sustentar sua família, isso quando lhes foi "permitido" o trabalho fora do lar, uma vez que suas rotinas restringiam-se a obedecer uma escravidão doméstica.
Em razão desses e tantos outros modos de discriminação, as mulheres se uniram para buscar maior respeito aos seus direitos, ao seu trabalho e à sua vida.
A mulher tem marcado as últimas décadas, mostrando que competência no trabalho também é uma grande virtude feminina. Apesar de ser taxada como sexo frágil, a mulher tem se mostrado forte o bastante para encarar os desafios propostos pelo mercado de trabalho com convicção e disposição. A fragilidade da mulher, ou melhor, a sensibilidade da mulher, tem grande colaboração nas influências humanas que se tenta propagar na atualidade, pois, como se sabe, o mundo passa por transformações rápidas e desastrosas que requerem mudanças imediatas. A mulher consegue transmitir a importante e dura tarefa de mudar hábitos com a clareza e a delicadeza necessária para despertar o envolvimento de cada indivíduo e a importância da mudança de cada um.
O avanço feminino frente à política e à economia ainda mostra a força da mulher em perceber e apontar os problemas, tendo sempre boas formas de resolvê-los, o que evidencia o erro de discriminar e diminuir o sexo feminino.
Ainda em nosso país, há poucos anos, foi aprovada a Lei Maria da Penha, como resultado da grande luta pelos direitos da mulher, garantindo bons tratos dentro de casa, para que não sejam mais espancadas por seus companheiros ou que sirvam como escravas sexuais deles.
Embora muitas conquistas tenham sido alcançadas e o Brasil tenha dado exemplo com a eleição da primeira mulher à Presidência da República, que, por sinal, segue firme com um programa de governo popular, social e democraticamente correto inaugurado pelo presidente Lula, ainda há muito que avançar, haja vista ainda a existência de crimes hediondos envolvendo nossas mulheres.
O 8 de março traz a lembrança de uma luta que permanece viva nos corações de todos aqueles que não compactuam com a intolerância, sejam homens ou mulheres.
Parabenizo a todas, em especial a minha querida esposa Leci, externando meu respeito e admiração.


Administração - 29.02.12

É incrível que, neste período da história, após tantas conquistas coletivas, ainda existam pessoas que insistem em atribuir mérito unilateral a algum feito administrativo. Apenas para relembrar, a administração de um município, estado ou União é feita de duas formas: direta e indireta. O poder Executivo carece de autorização Legislativa para implementar qualquer ação de impacto em uma comunidade. Então refaçamos as falas.
A aquisição por parte do município de doze equipamentos, entre caminhões e máquinas, teve seu início, de fato, no governo federal, que criou o programa Pró-vias, possibilitando aos municípios mais uma articulação direta destes com a União. O segundo passo foi o desejo do Executivo Municipal em aderir ao programa, que é um financiamento. Em seguida, a análise criteriosa e responsável da Câmara de Vereadores que, entendendo a real necessidade do município em adquirir tais equipamentos para o bem de nosso povo e reconhecendo as benesses do programa, autorizou a adesão ao mesmo. Concluindo, tudo vai bem quando há harmonia entre os poderes e foco no bem da comunidade e, é claro, ninguém faz nada sozinho ou é senhor do mérito.
Parafraseando José Francisco Vieira da Silva, o "Chiquinho", que me antecede neste espaço expondo seus pensamentos na terça-feira, penso que críticos de plantão existem em todos os lados e, infelizmente, isso faz parte da história da humanidade. O que não podemos é nos deixar levar pela beleza das vaidades, pois tudo passa.
Uma boa administração se faz com homens e mulheres de ações efetivas e eficazes, o que inevitavelmente se torna notório aos olhos do povo. Ainda com relação aos assuntos abordados pelo colega, também o belíssimo Carnaval de Montenegro teve a aprovação unânime por parte dos vereadores, fato evidenciado também pelas entidades carnavalescas presentes à votação. Ou seja, mais uma vez, a parceria do poder Legislativo foi decisiva para o repasse dos recursos necessários à realização desta grande festa popular.
Portanto, belezas afora, o importante é o resultado e não precisa ser um grande "expert" para saber que muitas mentes reunidas pensam melhor do que uma isolada e que o belo da dinâmica da vida é o contraditório. Sigamos juntos com o fito de promover o bem comum. Todos estamos de parabéns pelas conquistas.

As Cinzas - 22.02.12
Hoje me permiti tecer algumas considerações sobre fé, ou um pouco do que acredito, afinal o que seria do homem sem ela!?
A fé remove montanhas, a fé derruba barreiras e outras palavras tentam definir a fé, mas é subjetivo.
Fé é um dos sentimentos mais divinos que podemos ter e que nos impulsiona para frente na difícil tarefa de ser humano, pois, se somos feitos à imagem e semelhança do Criador, vejam a responsabilidade. A fé é algo tão intenso que se multiplica ora em dor e esperança, ora em gozo e felicidade, apreensão e medo, dúvidas e certezas. Sempre presente permeando as dinâmicas da vida.
Que bom seria se, como a Fênix, ressurgíssemos das cinzas após um período de extrema ansiedade. No entanto, o tempo é de reflexão. A quarta feira de cinzas marca e nos assinala para vivermos refletindo sobre um homem que por vontade própria foi ao deserto (sozinho) preparar-se para seu sacrifício em nome de uma multidão incontável.
Como ele fala ao coração de cada um não sei, mas o certo que é preciso abertura, permissão, pois quem ama respeita!
Existem muitas rotas, mas um só é o caminho. O mais simples e eficaz é aquele que nos foi ensinado há muito tempo, só falta se abrir, derrubar os próprios pré conceitos e ser feliz.
A vida passa tão depressa, que, por vezes, não nos damos conta de momentos preciosos que deixamos passar e não voltam jamais. Além disso, o único tempo certo que temos é o agora. Portanto, que as cinzas possam lembrar a todos que existe um tempo pra cada coisa e hoje é o tempo de amar.
Duas frases podem nos nortear em nossos caminhos:
"Não se ama o que não se conhece" e "A fé vem do ouvir"
No campo social, a igreja traz a reflexão do tema da saúde pública, uma boa ferramenta a fim de mobilizar ainda mais a sociedade e sensibilizar os governos para algo que é direito constitucional e questão de dignidade do ser humano.
Não podemos nos conformar com tantos descasos, tantas pessoas morrendo por falta de atendimento, tanto desamor.
"Sim, todo o homem é bom", basta que seja provocado e se abra. Não é possível que sendo tão breve, a vida seja desigual e a sua essência passe desapercebida. É preciso retomar, abrir os olhos aos detalhes e viver em plenitude.
Uma boa quaresma a todos.


O PT e suas marcas 15-02-12


Nos últimos dias, esta tem sido uma das notícias que circulam na aldeia de Montenegro: o PT enfim definiu seu pré candidato à Prefeitura icipal, Heitor Lermen.
Muitas considerações devem ser feitas. Exemplo: o modelo democrático de discussão interna do nosso partido, que reúne seus filiados, não para apresentar um candidato, mas põe seus melhores quadros para a avaliação e decisão da maioria, mesmo que a diferença de votos seja pequena. Prevalece a vontade da maioria.
O resultado pós encontro é um partido unido e forte, pronto para a batalha. E mais: foi muito importante para a história do PT Montenegro o resgate de membros de seu diretório que há tempos não participavam das discussões por diversos motivos. Nosso encontro mostrou a força da militância petista, bem como o grau de maturidade que atingimos ao realizar uma disputa interna sob o mais alto nível de cordialidade e companheirismo possível. E é também por isso que nosso lema é "já estamos prontos".
Nosso próximo passo é constituir, além de uma política forte de alianças, uma grande nominata de candidatos a vereador, apresentando à comunidade os quadros mais representativos que temos, a fim de melhor representar os anseios do nosso povo. O histórico do Partido dos Trabalhadores comprova, desde o seu surgimento, a partir da inconformidade com as discrepâncias sociais até os resultados a frente dos governos que protagonizamos, sobretudo na Presidência da República, que nosso objetivo é um mundo justo e com oportunidade para todos.
Essa deverá ser nossa linha de ação também aqui no município. Nossos mandatos legislativos ao longo dos tempos, que agora protagonizo, vêm deixando suas marcas nesse sentido. Além de um diálogo aberto com todas as forças políticas, o que nos conduziu à presidência da Câmara, a identificação com as demandas que nos são apresentadas e a organicidade com a vida cotidiana de nosso povo, fazem parte do modo petista de fazer política.
Montenegro e o PT estão de parabéns. Só nos resta agora é implementar essa marca de governabilidade social e sustentável, fazendo uma gestão para todos. Boa luta!

Casa do povo 08-02-12


Este ano, nosso objetivo maior é promover cada vez mais a participação do povo com este poder, que é o legítimo representante da comunidade, bem como fomentar a harmonia entre os poderes. Nesta gestão que chega no seu último ano, temos o sentimento de dever cumprido e dizer que este grupo de vereadores nunca deixou de tratar os projetos e demandas da comunidade com responsabilidade e transparência.
Inovamos, criando mecanismos para ir ao encontro das comunidades, com o projeto "Câmara vai aos bairros e ao interior", audiências públicas com a participação maciça da população e debates esclarecedores, comprometidos com a legalidade, impessoalidade e moralidade e nunca deixando de dar publicidade e divulgação de todas as nossas ações, que são os princípios básicos que regem nossas obrigações constitucionais.
A Câmara de Montenegro, legítimo representante do povo, sabe de suas obrigações e não mede esforços em aqui debatê-los e dar encaminhamentos, mas também demonstra, através dos números, que a austeridade e responsabilidade com os gastos públicos tem sido sua marca registrada.
A comunidade montenegrina pode se orgulhar deste legislativo. Nunca se viu na imprensa notícias que denigram nossa cidade e nosso poder, como escândalos de diárias e outros que frequentemente são divulgados e mancham a imagem dos políticos. Aqui, nosso orçamento é tratado com muita responsabilidade e, com a compreensão do poder Executivo, muitas vezes declina de seus propósitos e destina recursos a entidades filantrópicas sem fins lucrativos, como nosso Hospital Montenegro e o Lar do Menor. Neste último, a Câmara foi protagonista da solução definitiva de seus problemas financeiros. Além disso, há apoio financeiro em eventos culturais, como Feira do Livro, e projetos de conscientização ambiental, como o Olho D’água.
Os debates mais importantes de nossa cidade passam por este plenário. Temos, como último exemplo, a definição pela renovação do contrato da Corsan, Companhia Riograndense de Saneamento.
Seguiremos, no decorrer deste ano, em busca dos objetivos que ainda não alcançamos, para terminar este mandato com a cabeça erguida, sabendo que fizemos todo o possível a fim de honrar a confiança daqueles que nos delegaram nossos mandatos e que são o alvo de nossas intervenções: a comunidade montenegrina
Esta é a casa do povo, onde nos sentimos honrados em receber a todos.

De volta 01-02-12


Como diria o poeta Cazuza, "o tempo não para" e, embora eu não tenha parado, uma vez que as atividades de presidente da Câmara elevam significativamente o fluxo de trabalho, estamos reiniciando as atividades formais no legislativo municipal.
2012 é um ano desafiador. Afora as ameaças de fim do mundo e previsões de catástrofes, é ano eleitoral. Todos já percebem campanhas antecipadas, por parte de alguns atores, chegando ao cúmulo de já haver tentativas de compra de votos com favorecimentos individuais nas mais variadas áreas, inclusive com dinheiro. São novos e velhos atores buscando a perpetuação da prática mais perversa que existe na política. Fiquemos atentos aos sinais.
De nossa parte, seguimos com o trabalho da maneira que sempre o desenvolvemos, primando pela transparência e maior abrangência possível. E, embora haja ventos contrários, nada como a luz da verdade para clarear as coisas.
De fato, estamos de volta. O grupo dos dez vereadores. Hoje realizamos a primeira reunião da Comissão Geral de pareceres, aquela que analisa conjuntamente todos os projetos que tramitam na casa, isso em preparação à primeira sessão ordinária de 2012, que se realizará amanhã, a partir das 19 horas.
Neste ano, por ser o último da atual legislatura, ano eleitoral, os relacionamentos se apresentam um pouco desgastados. Estamos preparando uma solenidade de abertura dos trabalhos do legislativo para o período, na tentativa de restabelecer a harmonia entre as partes, bem como abrir a casa para a participação maciça da comunidade. Como já vinha anunciando, nossa condução à frente do legislativo terá algumas marcas, dentre elas a transparência, visibilidade e uma grande luta para provocar a participação de todos. Queremos que o povo ocupe o lugar que é seu.
Neste intuito, aproveito para convidar toda a comunidade a participar deste momento solene de abertura dos trabalhos 2012, bem como da primeira sessão ordinária do ano, que se realizará então na próxima quinta, a partir das 19 horas, no plenário Edgar Oliveira, Câmara de Vereadores, na usina Maurício Cardoso. Sua participação é extremamente importante e muito nos honra.
A comunidade poderá perceber pequenas mudanças no plenário, que objetivaram tornar o ambiente mais acolhedor e simpático, a fim de que o povo possa se sentir realmente em sua casa.
Contamos com a presença de todos.

Assistência Social  25-01-12


A assistência social no Brasil constitui, hoje, um campo em transformação. Transita de um período em que o foco de compreensão da assistência social era dado pela benemerência, a filantropia e o assistencialismo com conotação de clientelismo político, para a condição de um direito social inscrito no âmbito da seguridade social. Posto desta maneira, até podemos imaginar estar ocorrendo uma verdadeira revolução nesse campo.
A transformação no campo da assistência social não se limita a essa importante mudança política e jurídica. Quis a sociedade, motivada pelo ideário democrático e descentralizador, incluir na Constituição Federal, como diretrizes de organização dessa área, a descentralização político-administrativa e a participação da população.
Esse fato marca o rompimento com um modelo de gestão conhecido de todos – burocratas do sistema, autoridades políticas dos três níveis de governo, ONGs e usuários – mas muito criticado em seu funcionamento e desgastado pelas constantes denúncias de corrupção, e assinala o início da construção do novo modelo, descentralizado e participativo.
Por fim, demonstra a profundidade da transformação que se está buscando operar na relação entre o Estado e o assistido, na medida em que a assistência social se torna um direito social. Essa transformação passa pela busca da própria identidade do que é a assistência social. Como apontam os debates, o delineamento da assistência social como campo de atuação de política pública é bastante complexo. Não pode mais ser vista como simples resposta a uma demanda social específica, apresentando dimensão transversal que vai de encontro às demais políticas sociais. Trabalha com necessidades sociais e mínimos de cidadania e dignidade, que dependem da evolução histórica dos valores na sociedade, das condições econômico-financeiras do Estado e de determinações legais de respaldo aos direitos.
Como acadêmico de Serviço Social e vereador, intensifico meus esforços nesta área, reunindo atores da sociedade para que, juntos, possamos criar políticas públicas para os usuários. Já na primeira sessão do ano de 2012, estou entrando com um requerimento de reunião para continuação das discussões de criação de políticas públicas para os vulneráveis.


Evolução  18-01-12


Desde a sua criação, ou aparecimento sobre a face da Terra, o ser humano tem como vocação principal a evolução. Ao longo de sua história, o homem tem conquistado, avançado, enfim, evoluído muito em alguns aspectos. As novas descobertas científicas e tecnológicas deixam suas marcas no mundo contemporâneo. Contudo, tais avanços da humanidade traçam um paradoxo extremamente perigoso e incompreensível, pois, ao mesmo tempo em que evoluímos em determinadas áreas, descuidamos do que há de mais precioso e vital a todas as espécies: o meio ambiente. Não é a toa que a "mãe natureza" vem nos surpreendendo mais a cada dia e vemos muitos rios secarem, chuvas torrenciais onde antes era seco e muitas catástrofes acontecerem todos os dias.
Uma receita infalível. A ocupação desordenada do solo, a falta de educação de muitos com relação ao lixo e a falta de mobilização por parte do poder público em relação à proteção, conscientização e cuidados com o meio ambiente. Ou seja, todos os desastres vistos como fenômenos naturais, de alguma forma, têm sua origem direta na ação do homem.
Feita essa introdução, quero manifestar minha alegria em ver que, em Montenegro, a coisa começa a mudar. Afora muitos programas educativos de conscientização desenvolvidos pela Secretaria de Meio Ambiente, agora teremos algo mais concreto, que merece nosso aplauso, fiscalização e adesão. Falo da APA, Área de Preservação Ambiental, que tem como foco principal nosso morro São João. Na última segunda-feira, participamos, por cerca de três horas, de uma audiência pública onde foi apresentada a conclusão de um excelente trabalho realizado pela empresa Ambiética, a qual fora contratada pelo município a fim de realizar um estudo aprofundado das reais condições de nosso morro.
Após toda a explanação e debates, foi apresentado um documento por parte do Comdema, Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente, solicitando ao Executivo a criação da APA em nosso município, o que foi imediatamente acatado pelo representante do Executivo, o sr. vice-prefeito Marcos Griebeler.
Montenegro dá um grande passo em prol da natureza e sua continuidade. Resta agora contar com a adesão de todos e a fiscalização, a fim de proteger, coibir a ocupação daquelas áreas e, assim, evitar que desastres venham a marcar a história de nossa cidade.
A todos os ambientalistas e protetores da natureza, nosso muito obrigado e parabéns, pois essa conquista é de todos nós. Esse é o verdadeiro sinal de evolução.

Impressões - 11-01-12


Impressão é aquilo que se pensa entender sobre determinado tema. Algo que parece, mas nem sempre é. Um sentimento advindo de um ou uma série de acontecimentos e paradigmas estabelecidos.

Nós, montenegrinos, de modo geral, temos sempre a impressão de ter algo errado em nossa cidade. Sobretudo neste momento de diminuição de ritmo. A impressão é que agora nada se tem a fazer se não aguardar os meses seguintes para que as coisas voltem ao seu estado natural.
No entanto, existe muita gente que segue com suas atividades normais, causando estranheza a muitos letrados. Para abordar esse tema, é preciso lembrar alguns pontos.
A impressão é que o efeito de algumas leis em nosso município é nulo. Pessoas constroem acima do índice, comerciantes agridem pessoas por conta de preconceitos étnicos, a acessibilidade é negada aos deficientes principalmente pelo poder público, dinheiro público subutilizado, desmatamento e depósitos de lixo irregulares e até degradação de patrimônio histórico.
A impressão é que voltamos no tempo e vivemos a mercê dos coronéis, que a seu bel prazer fazem o que bem entendem, a despeito das leis. O mais interessante é que a impressão que se tem é a de serem sempre os mesmos atores.
Felizmente, a manifestação popular vem se mostrando crescente e isso é o que de melhor está acontecendo. Cada vez mais, é necessário o envolvimento de todos, cada um conforme sua ferramenta de participação, ou corremos o risco de sermos engolidos por essa onda perversa. Tenho também a impressão positiva de que a população está muito atenta a todos os movimentos, inclusive pela proximidade de uma nova eleição. As velhas práticas eleitoreiras, muitos tapinhas nas costas e um bom amigo para financiar a campanha não serão mais suficientes. O povo quer trabalho de verdade e já lança seu olhar sobre os atores.
Por fim, a impressão que fica é que há muito ainda que evoluir e é possível. A partir de um olhar cuidadoso da população e o envolvimento de todos, certamente nosso mundinho será melhor para se viver.



Novos desafios - 04-01-12 
Sempre, no início de um novo ano, é momento de reflexão, diminuição do ritmo em geral e de avaliação da vida no período que passou. Certamente o acúmulo adquirido ao longo dos últimos 365 dias aponta para a tomada de novas decisões em todos os campos de nossa existência. As conquistas e as decepções que vivenciamos germinam sementes de novos desafios, uns planejados e outros que surgem no decurso do caminho. Algumas mudanças hão de surgir e já se manifestam. Novos tempos de honestidade, fraternidade e paz são possíveis, depende de nós.
Em sendo nossa primeira coluna de 2012, divido com os amigos e amigas uma grande alegria e nosso primeiro desafio para esse ano. Assumimos a presidência da Câmara de Vereadores. Um fato histórico para o PT montenegrino que, pela primeira vez em nossa cidade, comanda o Poder Legislativo. Isso comprova o empenho e a dedicação aplicados por nós em tudo que empreendemos, como reflexo de respeito pela comunidade que nos delegou a função de representá-la em seus anseios. Isso, em um ano eleitoral, aumenta ainda mais nossa responsabilidade, uma vez que os ânimos dos atores tendem a períodos de instabilidade, mas, a partir de uma construção democrática e plural, certamente os resultados serão positivos.
Uma de nossas metas é dar maior visibilidade aos trabalhos do Legislativo, a fim de derrubar o senso comum ou o mito criado e alimentado no imaginário coletivo, de que os vereadores trabalham somente na quinta à noite, ganham muito dinheiro e ainda se corrompem. Nosso objetivo é, cada vez mais, dar transparência às ações parlamentares, bem como trazer o povo para dentro da Casa, onde se decide os rumos da cidade.
Outra pequena mudança evidente é a nova foto em nossa coluna. Penso ser importante estar com todos os dados atualizados, inclusive para não passar uma versão distorcida da realidade, o que acontece muito atualmente.
Por falar em imagem, também é preciso compreender que existem pessoas tristes, no mais profundo sentido da palavra, pois perdem seu precioso tempo com intrigas, mentiras e jogadas na tentativa de desconstituir ou manchar a imagem e o trabalho de outrem. Não constroem nem para si nem para o coletivo. A esses nossa compaixão. Devem rever suas posições.
Portanto, encaremos os novos desafios com muito entusiasmo e esperança, com a convicção de que estamos fazendo o melhor como protagonistas de nossa história e da comunidade em que nos inserimos e a certeza de que "o mundo começa agora, apenas começamos". Um feliz e abençoado 2012. Que todos os sonhos se realizem. Shalon.
Voltamos a nos falar!






Textos publicados em 2011

Natal: Tempo de refletir

Nesta época do ano, todos estamos mais sensíveis, inevitavelmente. Seja pelo cansaço do ano todo de trabalho, pelas expectativas do que há de vir ou mesmo pelo significado que o natal traz para a vida de cada um. É tempo de repensar valores, de ponderar sobre a vida e tudo que a cerca. É momento de deixar nascer essa criança pura, inocente e cheia de esperança que mora dentro de nossos corações.
Penso que tudo podia ser só isso neste momento, contudo, sabemos que a vida real não é bem assim. A todo instante existe alguém tramando, dissimulando, enganando e querendo levar vantagem sobre alguém e ao mesmo tempo, alguém sofrendo, chorando e sendo enganado.
A maledicência, a difamação e a mentira, rondam não só o mundo da política, que ora efervesci. São muitas as instâncias e pessoas que não sentem remorso alguns em mentir ou difamar alguém se isso lhes trouxer algum benefício e a disputa pelo poder cega os filhos de Deus. Infelizmente esse é o nosso mundo e nossa luta constante é pela transformação de tal.
No campo político local, é impossível não falar sobre uma grande confusão armada por alguns atores e seus desejos, que com todas as forças tentam denegrir a imagem de homens e mulheres de bem, que histórica e comprovadamente lutam pela igualdade entre todos. Falo do projeto que autoriza o município a contrair financiamento junto ao governo federal para aquisição de ônibus para o transporte escolar no meio rural. Esse de fato, é o objetivo do projeto , ou o que diz na mensagem justificativa. Ocorre que por força de lei federal, tais carros são adaptados para deficientes físicos, o que passou a ser “USADO” para sensibilizar os vereadores de uma forma triste, inclusive expondo pessoas que sequer seriam contempladas com o serviço. Diga-se de passagem, nenhum desses carros estaria a serviço da APAE, ou repito, não é o que está posto no projeto. Portanto, concluo essa parte, dizendo que ninguém é contra o projeto, somente faltam esclarecimentos e será votado nos próximos dias. Temos a responsabilidade legítima de fiscalizar, ou depois seremos cobrados por nossa inércia. É triste ver pessoas tornando-se ainda massa de manobra e o verbo solto irresponsavelmente, mas nada como um dia após o outro e como diria o Senhor “não ficará pedra sobre pedra”. Certamente o final deste capítulo será feliz e a paz reinará novamente.
É sempre tempo de contemplar aquele menino pobre, que nasceu numa manjedoura, para nos fazer entender que o ser humano vale por aquilo que é e faz e nunca por aquilo que possui.


Pela Mulher

Nosso mandato tem, ao longo destes três anos, se pautado prioritariamente pelas lutas que envolvem a cidadania. A questão da garantia de direitos e da igualdade vem norteando nossas intervenções há muito tempo, mesmo antes do mandato. Crianças e adolescentes, idosos, deficientes físicos, catadores, meio ambiente, combate as drogas e também a defesa das mulheres, entre outros. Digo também em defesa das mulheres em respeito a sua luta já consolidada e  todas as suas conquistas e por não compreender como é possível no século XXI ainda existir violência doméstica, abuso e discriminação de toda a espécie vitimizando cidadãs brasileiras. Temos acompanhado de perto as movimentações de muitas de nossas companheiras nas mais diversas linhas de ação, aplaudindo o empenho e dedicação com os quais desenvolvem suas atividades e somado esforços na medida do possível, visando minimizar e, quem sabe, num futuro próximo erradicar mais esse mal de nossa sociedade.
A lei Maria da Penha, como muitas outras no Brasil, é fantástica e veio no momento certo. Contudo sua real efetivação ainda é um desafio, sobretudo por conta do medo em denunciar os agressores, que na maioria das vezes são os próprios companheiros.
Estamos fazendo a nossa parte. Na última sessão ordinária da Câmara Municipal, foi aprovado por unanimidade um requerimento que fiz para a implantação em nosso Legislativo de uma “Frente Parlamentar de Homens pela não Violência contra as Mulheres”. Tal ação segue um movimento estadual iniciado na Assembléia Legislativa e que visa, entre outros, dar suporte político e acompanhar os desdobramentos do tema nos municípios. No caso de Montenegro, temos um grupo intersetorial que discute, projeta e desenvolve algumas ações e nossa intenção e somar nessa empreitada. A Delegacia da Mulher em nossa cidade está a um passo de acontecer. O COMDIM (Conselho Municipal dos direitos da Mulher) vem se solidificando a cada dia e a consciência da população vem aumentando.
Portanto penso que estamos no caminho certo, pois, numa sociedade onde as pessoas são tratadas com igualdade a vida se torna mais feliz.
Convido a todas e a todos para participar da próxima sessão ordinária da Câmara de Vereadores amanhã às 19h30m, momento em que teremos a presença do nosso Delegado de polícia Dr. Marcelo, falando sobre o tema na tribuna livre e o lançamento oficial da “Frente Parlamentar de Homens pela não Violência contra as Mulheres”, além da presença de muitas companheiras e autoridades no assunto.


Já estamos Prontos

A comunidade de Montenegro assiste cautelosa aos movimentos políticos já iniciados em nossa cidade. Tenho dito que alianças jamais sonhadas acontecem e estão ainda por vir. Imaginem, por exemplo, um ferrenho crítico do governo (PMDB) se filiando ao mesmo, socialistas e progressistas de mãos dadas, um troca-troca de partidos medonho por parte dos postulantes à uma cadeira no Legislativo e isso é só o começo.
Tenho sido questionado, por onde passo, em qual é o nome do PT ao Palácio Rio Branco. Ocorre que a antecipação de um candidato, alvoroçou tanto a comunidade quanto a classe política.
O Partido dos Trabalhadores, em sua tradição de ampla discussão e de ouvir suas bases, segue firme nesse exercício, pois temos quadros preparados, com acúmulo político, aceitação da comunidade e conexão com o que ocorre no estado e na federação.
 Em reunião de seu conselho político no último domingo, dia 02 de outubro, deliberamos, por unanimidade de suas correntes internas de pensamento, as seguintes resoluções para sua intervenção no atual cenário político municipal:
- O PT disputará a eleição de 2012 com candidato(a) próprio(a) a  prefeito(a),  estamos abertos ao diálogo com todas as forças e partidos que têm afinidade com nosso projeto político e com estes temos grandes possibilidades de compor alianças em prol de uma Montenegro PARA TODOS.
- A construção de nosso programa de governo tem como referência os projetos nacional e estadual, que constroem um “Governo Popular Amplo” e não só para alguns poucos. Por isso, incompatível a conciliação de nosso projeto com velhas práticas em curso por alguns atores do cenário político local baseadas no poderio econômico e em simples jogadas de marketing eleitoral.
- Para este desafio, a nominata de candidatos do partido (majoritária e proporcional) continua sendo construída em processo interno com a mais ampla participação possível, de acordo com o cronograma elaborado pela direção partidária e em sintonia com as resoluções que emanam das instâncias partidárias em nível nacional e estadual.
Entendemos precipitada e prematura qualquer definição que não respeite um processo qualificado de discussão e análise, contudo temos data definida para apresentar à comunidade nossos quadros, 13 de novembro, até lá seguimos construindo e todos os que quiserem se agregar ao processo são bem vindos.



Qual é o projeto?

O debate parece ser sempre o mesmo. Se tem projeto tem verba! Tem projeto? Geralmente não, ou quando tem é recheado de dúvidas e incertezas. Atingimos o ápice quando um projeto de contratação, oriundo da prefeitura, visa contratar um engenheiro (ou) um arquiteto. Nessa lógica, Poderia ser um motorista (ou) um cozinheiro, um veterinário (ou) um psicólogo, tanto faz, temos que contratar alguém, bah...
Atualmente, em sendo um período “pré eleitoral”, se fala muito em projeto para uma Montenegro melhor, mas existe um salvador da pátria? Ou só os mesmos atores de sempre com uma nova roupagem? Quantos lados têm uma moeda? O povo clama por mudança de verdade! As incoerências são tantas que neste momento os aliados mudam de trincheira por um carinho, um pouco de dinheiro ou mesmo uma visibilidade que sozinhos não conseguem promover, medíocre.
Já é hora de despertarmos para a realidade de que somente um projeto popular, comprometido de fato com o povo, nossa cultura, vocação e que tem demonstrado suas marcas positivas ao longo de 10 anos conduzindo uma nação continental como a nossa, poderia transformar Montenegro em protagonista de sua própria história.
A cada dia que passa o debate ficará mais acirrado, mas o que é mais importante é podermos ver além das aparências. Quem está por trás. Seguiremos na mesma linha de sempre ou teremos a coragem de mudar.
São apenas alguns pontos para reflexão de todos. Todas as iniciativas são legítimas e merecem respeito. Contudo, a decisão soberana é do povo e de mais ninguém. Não existe eleição ganha antes da urna e os resultados apontarão as conseqüências. Depois não adianta reclamar.
Quais são mesmo as prioridades? De que lado estamos? Somos auto-suficientes ou queremos construir juntos? Somos os melhores ou fazemos parte de um todo?
São algumas perguntas pertinentes, só espero que como sempre, o discurso seja coerente com a ação e o dinheiro não compre a dignidade das pessoas, afinal o que importa mesmo é um projeto benéfico “PARA TODOS”.


Estado de Alerta

Temos vivido ultimamente, um tempo em que o estado das coisas chega a nos assustar. O número de enchentes, o caos na administração as ações preventivas não acontecendo entre outros. O resultado disso tudo, sem dúvida nenhuma é uma população sem esperança e com medo, incertos do que ainda poderá vir. Como último exemplo da dor causada pela falta de cuidado, assistimos a tragédia na Travessa José Pedro Steigleder, onde ao final dois inocentes pagaram com a vida o preço da indiferença. Embora nada possa aplacar a vergonha e essa chaga aberta em nossa sociedade, penso que alguns pontos devam ser considerados:
- Nossa polícia tem feito como todos sabem um trabalho de excelência, dando exemplo a muitos municípios da região, no entanto o tráfico continua.
-Qual teria sido a motivação da vingança ou desavença entre aquelas pessoas?
-Porque as crianças não estavam na escola de educação infantil naquela sexta feira a tarde como prevê o Estatuto da Criança e do Adolescente?
-Qual é de fato o trabalho realizado pela equipe de acompanhamento daquelas famílias em vulnerabilidade social, se é que existe?
-Não seria a hora, e já estamos atrasados, de uma intervenção forte do Estado com forças vivas nos aspectos repressivo, curativo e preventivo?
De fato estamos em estado de alerta. Mais do que nunca é hora da comunidade se revoltar contra tudo e contra todos aqueles que de alguma forma parecem não ver o que está acontecendo e não é de hoje. A manifestação popular é o que existe de mais forte, com poder inclusive de derrubar reis. Vamos á luta, pois todo o poder emana do povo e o que queremos é um mundo de justiça e paz.
De nossa parte, estamos nos movimentando. Chamamos uma reunião com os órgãos competentes para amanhã, a fim que questioná-los, provocá-los e nos engajar no que for preciso para reverter esse quadro da dor vivido em nossa cidade.
É preciso que cada montenegrino indignado com a situação se manifeste, tome parte na batalha, pois só assim alcançaremos o sonho de uma Montenegro melhor “para todos”.
        
Todos pela acessibilidade
 

        Setembro está chegando e com ele grandes comemorações. Uma delas é a Semana Municipal de Luta da Pessoa com Deficiência e pela Acessibilidade, projeto de nossa autoria, que visa agregar Montenegro ao rol de municípios que combatem a desigualdade, o preconceito e, sobretudo discute e promove a qualidade de vida à seus munícipes. Apresentamos esse projeto, que entendemos ser uma valiosa ferramenta na construção de uma nova cultura de valorização do ser humano, além de ser uma demanda emergente, embora antiga, também pela nossa identificação com a causa. Cabe lembrar que no passado, também criamos uma lei que prioriza a destinação dos andares térreos nos condomínios habitacionais populares à portadores de necessidades especiais e idosos.
         Em 2010 promovemos grandes debates, tivemos avanços nesta luta, um exemplo palpável disso foi o sorteio dos apartamentos do Conjunto habitacional Cinco de Maio, do programa Minha Casa Minha Vida, que foi um marco inicial. Obviamente necessita de ajustes e otimização, mas o resultado já foi muito positivo.
         A Federação Nacional das APAEs adotou como temática para discussão, “A Pessoa com Deficiência Quebra a Cultura da Indiferença: Tenha Coragem de Ser Diferente”.
        Por pessoa com deficiência devemos entender “aquelas que têm impedimentos de natureza física, intelectual ou sensorial, os quais, em interação com diversas barreiras, podem obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade com as demais pessoas”.
         É fato que, historicamente, existe uma grande dívida social para com as pessoas com deficiência. Ao falar de dívida, faço referência à grande falta de políticas públicas voltadas para garantia de qualidade de vida das pessoas com deficiência na América Latina até o século XX, a falta de direitos assegurados em leis ou as leis apenas no papel, a falta de debates sociais e políticos a respeito das necessidades das pessoas com deficiência e a falta de apoios voltados às necessidades de cada deficiência, o que justifica a dificuldade de cobrar que os direitos, agora assegurados à pessoa com deficiência, sejam de fato cumpridos em sua totalidade, assim como ainda são difíceis os debates sobre os temas que envolvem as perspectivas dos movimentos sociais.
         Até que ponto podemos dizer que nossa cidade oferece aos portadores de deficiência a possibilidade de usufruir dos serviços que a mesma oferece ao público em geral? Quantas escolas oferecem acesso à cadeirantes, por exemplo, fazendo com que sua limitação física deixe de ser um obstáculo ao seu desenvolvimento acadêmico? A idéia de Educação Inclusiva passa obrigatoriamente pela reestruturação arquitetônica dos prédios, permitindo aos deficientes físicos que tenham acesso ao espaço físico da escola.
         Por fim, muitas são ainda as barreiras à serem rompidas e o mês de setembro marca também esse momento, sobretudo na Semana Municipal de Luta da pessoa com Deficiência e pela Acessibilidade. Fiquemos atentos!


Somos quem podemos ser

        Em tempos de instabilidade, quando não temos certeza do que nos espera, é praxe do ser humano se defender, criar como que um casulo, se pensando imune ao ataque inimigo, acreditar em uma verdade absoluta. Neste momento, também parece valer a máxima que o ataque é a melhor defesa. Velhos amigos em trincheiras opostas, conhecidos antigos tornando-se algozes da melhor intervenção possível e o tempo mudando a atitude dos mesmos de acordo com a posição em que cada um se encontra. Hoje o salvador da pátria, amanhã o inimigo do povo. Quem poderá nos ajudar? Existe uma fórmula mágica? Todo o homem é bom até que se prove o contrário!
        Quem me dá a honra de seu acompanhamento nesta coluna sabe que nestes momentos me socorro com a arte, podendo expressar um grito sem ferir ninguém.
         Hoje me permito parafrasear uma obra interpretada pelos “Engenheiros do Hawai”.
        “ um dia me disseram que as nuvens não eram de algodão..”
          Roubar um sonho de felicidade ou de possibilidade das pessoas, não pode ser algo do bem e enquanto houver esperança há vida. Sim acredito ser possível a transformação e não sou adepto ao comodismo trágico do senso comum.
         “um dia me disseram quem eram os donos da situação, sem querer eles me deram as chaves que abrem esta prisão..”
         Todo o poder emana do povo e deveria concorrer para o bem exclusivo do mesmo. Contudo o que temos assistido é uma sucessão da mesmice, onde mudam-se os galhos, mas a raiz é a mesma. Não será assim novamente?
         Há que se levantar, e já ocorre, uma nova idéia que traz consigo a identificação com o povo, sofrido, cansado de esperar por um milagre. Fiquemos atentos ao movimento do tempo e não percamos de novo a oportunidade da mudança, ou......
         Todos fazem de algum modo parte da sociedade e porque não dizer do sistema regente. Em havendo real desejo de mudança é preciso pensar coletivamente e não em pequenos nichos incapazes sozinhos de transformar algo.
         A forma mais cômoda e inoperante de fazer história é a crítica da minha poltrona, sem tomar posse da minha parcela de culpa.
         “ quem ocupa o trono tem culpa, quem oculta o crime também, quem duvida da vida tem culpa e quem evita a dúvida também tem....” Reflitamos.

Um fraterno abraço. Voltamos a nos falar!


Alinhamento


          Olá amigas e amigos. Achei pertinente, devido aos inúmeros rumores com relação ao aumento do número de vereadores em nosso município, replicar carta enviada pelo presidente de nosso partido à comunidade.
          “Acerca da polêmica criada neste momento sobre o tema do número de vereadores, posso dizer que o assunto já foi mencionado na reunião do diretório do Partido dos Trabalhadores no sábado último. Porém será melhor debatido na reunião do Conselho Político de quarta-feira, que já estava agendada.
            É importante relembrar todo o processo desencadeado no ano de 2010, em que várias foram as reuniões havidas com as mais diferentes entidades, conselhos, sindicatos e movimento comunitário, a fim de discutir o tema. Houve ainda reuniões com todos os partidos políticos que consultaram suas bases.
            Duas foram as linhas de argumentação: de um lado, achavam alguns que dever-se-ia permanecer com 10 vereadores. Os motivos eram, basicamente, a economia e o medo da opinião pública, De outro lado, o desejo de uma maior representatividade que um número maior de vereadores proporciona, permitindo que segmentos da sociedade ainda não representados no legislativo tivessem aí mais um espaço de manifestação, fez com que muitos reivindicassem a ampliação para 15 vereadores. Bem, certamente esta discussão foi acompanhada pela comunidade do Facebook.
             A discussão foi também realizada nas instâncias partidárias do PT e, por consenso, concluímos conforme a manifestação expressa no documento emitido pelo partido de forma oficial.
             Aludiu-se ainda o fato de que se deverá avaliar o impacto financeiro quando da definição dos vencimentos dos vereadores a serem fixados no próximo ano, conforme prevê nossa Lei Orgânica, onde será possível que, mesmo ampliando o número de vereadores, possa-se manter a mesma despesa, bastando adequar o salário dos mesmos.
              Assim tem se posicionado nosso Vereador TUCO, representando a síntese das discussões havidas e o respeito que devemos a todas as lideranças sociais que participaram dos fóruns de discussão que tivemos.
              No entanto, considerando as recentes manifestações de integrantes das redes sociais, e sua contribuição para o debate, nosso partido pretende avaliar esta nova situação em sua reunião de Conselho Político na quarta-feira.”
              Ricardo A Kraemer - presidente PT Montenegro/RS
              Um fraterno abraço. Voltamos a nos falar!


Esclarecendo


          Atualmente, temos que estar atentos às notícias que dizem respeito ao nosso trabalho nos veículos com credibilidade, pois corremos o risco de ter veiculado alguma informação equivocada ou apenas com o entendimento do autor.
           Pois bem! Todos nós leitores do "Cenário Político", veiculado nas edições de sábado, lemos que eu teria retirado um projeto que apresentei versando sobre o processo de eleição do Conselho Tutelar, citando alguns motivos, os quais não são reais.
           Esclarecendo:
           1º- O autor fala em chapas. Não é assim. Quando se fala em chapas, temos chapa 1, chapa 2 etc..., com seus devidos componentes. Nossa proposição é que se devolva ao cidadão montenegrino o que lhe foi tirado em 2005: a possibilidade de votar em "até" 5 candidatos que farão parte de um "órgão colegiado" composto por 5 integrantes, onde teoricamente não há espaço para ações individuais, senão o seguimento do ECA e seus desdobramentos.
           2°- O autor fala em partidarização do processo. Em momento algum falamos nisso. Na verdade, esse é o grande medo daqueles que lutam contra nossa proposta, que, no entanto, nunca teve esse objetivo, mas tão somente ampliar a participação da comunidade, diga-se de passagem, que manifesta de diversas formas o desejo de poder votar em mais de um candidato ao Conselho Tutelar.
           3º- A retirada do projeto é momentânea, isso a pedido de um colega vereador, que, entendendo a proposta, mas pressionado a votar contra, gostaria de discutir um pouco mais o projeto, no anseio de alcançar o esclarecimento das dúvidas de alguns atores importantes no processo. Ou seja; o projeto retornará para a pauta de votação para ser aprovado ou rejeitado, segundo a interpretação dos vereadores.
           Cabe salientar que, durante esses dois anos de mandato, temos dado provas de que a infância e a juventude são uma de nossas bandeiras, haja vista termos sido protagonistas, proporcionando na Câmara diversos momentos de reflexão, sendo que algumas destas tornaram-se projeto.
           Portanto, o que nos move é sempre o desejo de qualificação da participação e intervenção dos atores, mesmo que o preço a pagar, por vezes, seja as críticas, ainda que infundadas.
           Um fraterno abraço. Voltamos a nos falar!




Por que os 13 (parte I)


      Nos últimos dias, parece que temos um fantasma rondando o cenário político municipal: a possibilidade do aumento do número de vereadores.
      É preciso que alguns fatos sejam esclarecidos, ou minimamente relatados de forma adequada e verdadeira, não como mero instrumento de demagogia, no intuito de levar vantagem com a distorção dos acontecimentos.
     O que ocorre, de fato, é que existe um projeto de lei em nível federal prevendo a adequação de algumas situações, no mínimo, intrigantes. Tomemos por exemplo, como comparativo, os municípios de São José do Sul, que com menos de 3 mil habitantes conta com nove vereadores, e Montenegro, que, com 60 mil, tem 10 legisladores. Será que existe coerência nisso?
    Outro aspecto importante de salientar é que a Câmara de Montenegro é sempre referência como uma das mais austeras do estado, fazendo uso de cerca de apenas 40% do orçamento que lhe é de direito, voltando mais de 60% aos cofres do município e, nem por isso, o caos deixa de existir.
    Portanto, esse tipo de argumento é falho, fraco e nitidamente politiqueiro.
    Importante também destacar que, desde o início do ano, esse tema vem sendo alvo de discussões, onde os partidos políticos, entidades de classe e a sociedade, em suas representações, foram chamados a opinar. Inclusive, a União Montenegrina de Associações Comunitárias indicou o número de 15 vereadores para a próxima legislatura. Diga-se de passagem, tal movimento tem como parâmetro o número de habitantes no município e, em nosso caso, caberiam até 15 vereadores. O fato é que a maioria dos que participaram da discussão opinou pelo aumento de 10 para 13 vereadores em nossa cidade, o que agora está sendo avaliado pela Câmara Municipal e tem grandes chances de acontecer, uma vez que foi a opinião da maioria.
     Particularmente, concordo que, na maioria das vezes, quantidade não representa qualidade, porém, em nosso caso, uma força maior de novas idéias pode, sim, fazer a diferença e, inclusive, soterrar a mente retrógrada daqueles que têm medo do novo. Infelizmente, parece que ainda vivemos nos currais eleitorais, onde os mesmos senhores perpetuam seu modo inoperante de fazer as coisas e acabam sempre presentes por serem figuras quase teatrais no desempenho de um papel com o qual não somam nem diminuem em nada, mas são aplaudidos pelo senso comum. Mais uma vez, lamentável a opção de armar um circo sem graça nenhuma e manipular a opinião pública em benefício próprio. Pergunto: se em um grupo de 10 pessoas, escolhidas entre mais de 90 para representar a comunidade, 9 pensam da mesma forma e um é sempre contra, de quem são as maiores chances de estar com a razão?
     Um fraterno abraço. Voltamos a nos falar!




Por que os 13 (parte II)


         Desde o início de nosso trabalho como vereador, temos buscado, com todas as forças, qualificar a ação parlamentar em nosso município, tanto de forma individual quanto coletiva. E, embora haja um ou outro que diga o contrário, nossa participação tem sido decisiva nos meandros legislativos.
        Na semana passada, falamos de quantidade, qualidade e demagogia. Lembram que falei do percentual orçamentário utilizado pela Câmara, o quanto se devolve todos os anos, e sobre o caos instaurado? Pois bem. Na última segunda feira, em reunião na Câmara, "à noite" e com muitos atores importantes, mais uma vez, o Hospital Montenegro pede socorro. Todos os anos, é a mesma coisa. Ficou tão clichê que a percepção da maioria é de que se pensa não precisar implementar outras ações, pois teremos o aporte financeiro da Câmara. Um histórico problema de gestão se perpetua naquela entidade, sem contar os fantasmas do ilícito. Aí lhes pergunto: podemos estancar uma hemorragia com um ban-daid?
         Então tracemos um paralelo entre as coisas. A qualificação e a mudança de paradigma têm o seu preço na história e a geração protagonista há de compreendê-lo, pois os resultados a médio e longo prazo serão positivos, ou ficamos na cultura do Estado mínimo, onde nada se investe, nada se muda e nada avança.
          Penso que uma das formas de qualificar a ação parlamentar em Montenegro seja a abertura para novas ideias e, para isso, se faz necessário a participação de novos atores, uma vez que sabemos que o filme se repete sempre, às vezes com alguns coadjuvantes, mas os protagonistas parecem ser sempre os mesmos, não é?
          Pois bem. Temos mais um momento importante para nossa sociedade onde devemos optar. Ou avançamos na construção coletiva para um futuro melhor, de forma sustentável, ou ficamos nas soluções medíocres e paliativas, onde o tempo passará e ficaremos sendo os coadjuvantes de nossa história, por medo. Excesso de cuidado? Demagogia? Não sei! Não foi pra isso que chegamos aqui e a parte fundamental da população está no acompanhamento, na fiscalização dos movimentos de seus representados, onde, mais grave do que fazer demais, é não fazer nada.
          Então, para o próximo período, penso ser o momento de inovar, apostar na mudança, acreditar no novo, porque mais do mesmo ninguém merece.
         Tenhamos a ousadia dos heróis, a bravura dos guerreiros e a sensibilidade dos artistas. Acreditemos que é possível, que o ser humano ainda é bom e que só revestidos deste altruísmo deixaremos um belo legado às futuras gerações.    

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