segunda-feira, 31 de maio de 2010

Mudança de paradigma

Muito mais do que estar sempre contra ou a favor de uma idéia, ser simpático e ter aliança com esse ou aquele partido, jogar contra ou a favor de uma platéia; a ação parlamentar deve ter como meta principal a proposição de alternativas realmente viáveis e exeqüíveis para a construção de uma sociedade melhor, ou menos pior. São tantas as demandas e a carência de bons projetos é tamanha, que por vezes ficamos imersos em discussões infindáveis, porém necessárias, e se acaba esquecendo que no cotidiano da comunidade são as pequenas soluções que fazem a diferença.
Após grande debate protagonizado pela Câmara de Vereadores no ano de 2009, percebemos que pouco se avançou quanto à problemática da espera nas filas das agências bancárias em âmbito municipal. Nosso projeto busca levar à perfeição a eficácia do disposto na lei 3.647/01, qual preconiza como tempo máximo de espera por parte dos usuários 30 min., em dias comuns e 45 min., em dias especiais, aqueles conhecidos 5 e 10. Nosso objetivo é incentivar a comunidade a exigir seu direito bem como elevar o comprometimento dos agentes financeiros com relação ao cumprimento de suas obrigações com a colocação de placas indicativas relativas a tal lei. Um olhar simples sobre um problema que certamente todos enfrentamos e que a partir de uma simples regulamentação pode mudar inclusive o paradigma de uma sociedade. Penso que é disso que precisamos. Mudança de atitudes, de comportamentos. Não basta para nossa cidade, crescer em renda per capita, em arrecadação de impostos ou mesmo em postos de trabalho se não crescer-mos como cidadãos, seres humanos e, para isso é preciso muito mais do que discursos ou posicionamentos bem pensados ou definidos. É preciso que cada formador de opinião, cada liderança, cada ente público esteja com os olhos e ouvidos bem atentos ao movimento e carências de nossa comunidade, sob o risco de perpetuar-mos erros cometidos no passado e inevitavelmente quem pagará o preço serão os cidadãos do futuro. Um fraterno abraço. Voltamos a nos falar.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Um dia de reflexão

Ontem, 18 de maio, foi o Dia Nacional de Combate a Violência e Exploração Sexual Infanto-juvenil. Tal como a problemática do crack, essa é uma praga que silenciosamente vem se alastrando e corroendo as raízes de nossa sociedade. Ao pesquisar as estatísticas, certamente você se surpreenderá com os números, com os requintes de crueldade e com o que é capaz de fazer um pai biológico, um padrasto, tio, vizinho e até mesmo mãe nesses casos absurdos. Certamente que ao longo dos anos, muitas iniciativas aconteceram a fim de coibir, punir ou ao menos minimizar a incidência desses acontecimentos, inclusive nossa cidade ao menos tenta se articular, uma vez que possui um Comitê Intersetorial de Enfrentamento à Violência e ao Abuso Sexual de Crianças e Adolescentes. No entanto, nosso município carece de políticas específicas nessa área, além da falta de fomento e motivação do que já existe, como o próprio Comitê e o Conselho Tutelar. No ano passado também fizemos nossa parte, apresentamos projetos criando ferramentas, quais achamos extremamente úteis nesse combate, porém algumas delas não foram entendidas e teremos que rever, reapresentar em forma de indicação e contar com a sensibilidade e benevolência do Executivo para a aplicação de tal. O que fica para nossa reflexão é que a cada dia que passa mais crianças são vitimizadas por aqueles que as deviam proteger, educar e amar, e que somente compadecer-se da situação é muito pouco. Devemos urgentemente pensar juntos, de forma integrada, cada um desempenhando seu papel institucional ou como comunidade, ações cotidianas no sentido de instruir, educar, denunciar, proteger, coibir e punir os algozes de nossa infância ou seremos os responsáveis diretos dessa lastimável realidade. Sabemos que algumas iniciativas isoladas, por força de vontade de alguns, acabam acontecendo, o que é muito positivo, mas é preciso otimizar tais ações dando-as cada vez mais caráter oficial e sendo abraçado pelo poder público. Acredito que só coletivamente é que se pode construir uma sociedade aonde “todos” possam de fato ser felizes, gozando de seus direitos e vivendo em harmonia. Essa é a mensagem que vos trago hoje e que toda a semana possa ter ao menos um dia de reflexão. Um fraterno abraço. Voltamos a nos falar!