sexta-feira, 15 de março de 2013


Tente outra vez
Tem coisas que são do ser humano, cair e levantar, defender com veemência uma posição e até errar, mas como diz o ditado, permanecer no erro......
Feliz aquele que tem a mente aberta para aprender, para reciclar e crescer com isso.
Na última segunda feira, tivemos uma reunião na Câmara com integrantes da Escola Esperança, Poder Executivo, Ministério Publico e alguns Vereadores, a fim de discutir as obras de reforma daquele educandário, projeto pronto, aprovado pela direção da escola e com recursos garantidos do governo federal. Até aqui, penso que todos já sabem, inclusive ontem o Ibiá trouxe reportagem a respeito, mas eu não podia deixar de lançar minha percepção sobre o assunto, sobretudo após termos uma verdadeira aula de cidadania por parte da Escola e seu corpo docente. Ficou claro que entre outras a frase “tente outra vez” motiva aquelas professora a cada dia, pois os obstáculos são imensuráveis.
Governar, gerir, dirigir é entre outros o ato de eleger prioridades, pegar um trem em andamento e seguir, agora é claro com um modo peculiar de condução. Contudo não se pode fazer terra arrasada, desmerecer tudo o que foi feito e, infelizmente vejo com tristeza esse comportamento por parte da atual administração. Confesso que não tenho conhecimento de muitas áreas e não acredito que um único ser possa saber tudo de engenharia, arquitetura, meio ambiente, educação, cultura, esporte, epidemiologia, saúde, direito, etc, etc, etc....
Do campo das ciências humanas eu conheço e certamente tenho muito ainda que aprender, mas como educador e pesquisador social, sei que de métodos pedagógicos e seus desdobramentos peculiares em cada comunidade quem entende são os professores que lá atuam e com todo o respeito isso é inquestionável. A sociedade, de um modo geral, sofre hoje as consequências de uma educação relativizada, isso literalmente falando. Tivemos o exemplo perverso da enturmação e das terríveis escolas de lata do governo Yeda, onde se colocavam até 50 crianças por sala de aula. Teria alguma coisa a ver com fazer mais com menos?
Por fim, acredito na sensibilidade do prefeito Paulo Azeredo e na sua capacidade de diálogo e não creio que a soberba possa tomar conta de seu coração e permanecer duro frente ao apelo quase choroso daquelas guerreiras professoras, da orientação do Ministério Público e do pedido da Câmara de Vereadores. Este é um caso especial para uma escola especial.
Aguardamos com ESPERANÇA o começo imediato das obras, a fim de não perdermos um recurso federal tão importante bem como contemplar um povo que a cada dia, não importa a dificuldade que tenha, nos olha e diz tente outra vez.
Um fraterno abraço. Voltamos a nos falar. 

Nenhum comentário:

Postar um comentário