Tente outra vez
Tem coisas que são do ser humano,
cair e levantar, defender com veemência uma posição e até errar, mas como diz o
ditado, permanecer no erro......
Feliz aquele que tem a mente
aberta para aprender, para reciclar e crescer com isso.
Na última segunda feira, tivemos
uma reunião na Câmara com integrantes da Escola Esperança, Poder Executivo,
Ministério Publico e alguns Vereadores, a fim de discutir as obras de reforma
daquele educandário, projeto pronto, aprovado pela direção da escola e com
recursos garantidos do governo federal. Até aqui, penso que todos já sabem,
inclusive ontem o Ibiá trouxe reportagem a respeito, mas eu não podia deixar de
lançar minha percepção sobre o assunto, sobretudo após termos uma verdadeira
aula de cidadania por parte da Escola e seu corpo docente. Ficou claro que
entre outras a frase “tente outra vez” motiva aquelas professora a cada dia,
pois os obstáculos são imensuráveis.
Governar, gerir, dirigir é entre
outros o ato de eleger prioridades, pegar um trem em andamento e seguir, agora
é claro com um modo peculiar de condução. Contudo não se pode fazer terra
arrasada, desmerecer tudo o que foi feito e, infelizmente vejo com tristeza
esse comportamento por parte da atual administração. Confesso que não tenho conhecimento
de muitas áreas e não acredito que um único ser possa saber tudo de engenharia,
arquitetura, meio ambiente, educação, cultura, esporte, epidemiologia, saúde,
direito, etc, etc, etc....
Do campo das ciências humanas eu
conheço e certamente tenho muito ainda que aprender, mas como educador e
pesquisador social, sei que de métodos pedagógicos e seus desdobramentos
peculiares em cada comunidade quem entende são os professores que lá atuam e
com todo o respeito isso é inquestionável. A sociedade, de um modo geral, sofre
hoje as consequências de uma educação relativizada, isso literalmente falando.
Tivemos o exemplo perverso da enturmação e das terríveis escolas de lata do
governo Yeda, onde se colocavam até 50 crianças por sala de aula. Teria alguma
coisa a ver com fazer mais com menos?
Por fim, acredito na
sensibilidade do prefeito Paulo Azeredo e na sua capacidade de diálogo e não
creio que a soberba possa tomar conta de seu coração e permanecer duro frente
ao apelo quase choroso daquelas guerreiras professoras, da orientação do
Ministério Público e do pedido da Câmara de Vereadores. Este é um caso especial
para uma escola especial.
Aguardamos com ESPERANÇA o começo
imediato das obras, a fim de não perdermos um recurso federal tão importante
bem como contemplar um povo que a cada dia, não importa a dificuldade que
tenha, nos olha e diz tente outra vez.
Um fraterno abraço. Voltamos a
nos falar.
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