terça-feira, 5 de julho de 2011

I Seminário Municipal de Combate ao Uso de Drogas

              Uma das soluções para combater o uso de entorpecentes é a prevenção. E foi esse o pensamento da maioria dos palestrantes do Iº Seminário Municipal de Combate ao Uso de Drogas, ocorrido nesta quarta-feira. O evento, que faz parte da Semana de Combate, reuniu diversos representantes da comunidade que fora à Câmara de Vereadores ouvir e debater sobre os temas propostos.
              Entre os palestrantes estava o psiquiatra Manoel Garcia Junior, diretor do Departamento de Ensino e Pesquisa da Cruz Vermelha Brasileira, professor dos cursos de Medicina e Psicologia da Universidade Luterana do Brasil (Ulbra) e professor pós-graduado em Psiquiatria do Instituto Abuchaim. Em seu relato, Manoel falou sobre como se constitui a dependência, e disse que a única forma de cura é a prevenção. Além disso, citou os malefícios do uso de drogas no organismo e algumas das consequências. "Cada vez que alguém usa, acontece no organismo microesquemias cerebrais", relata.
               De Montenegro, palestrou o promotor de justiça Thomás Henrique de Paola Colletto. Ele ressaltou os aspectos legais do combate às drogas e também lembrou das consequências. "Mais uma vez, é preciso destacar o papel da família na prevenção", enfatiza o promotor, salientando que, algumas vezes, ocorre a omissão. Colletto também enfatizou o mau exemplo que, às vezes, acontece dentro de casa. "Muitos pais falam que não querem que se seu filho use droga, mas chega em casa bêbado. Ainda não se despertou, no coletivo, os malefícios que o álcool também traz para o usuário", afirma o promotor.
              Além dessas palestras e de outros debates, ainda foi ouvida a pedagoga da Case de Novo Hamburgo, Analice Brusius, que destacou experiências vivenciadas no trato com adolescentes usuários.





 
"Estamos no caminho inverso"
Thomás Colletto também comentou sobre a questão da maconha. Para o promotor, se ocorrer a liberação, a sociedade estará indo na contramão, fazendo o caminho inverso: "Ao invés de estar começando a proibir as drogas lícitas, está ocorrendo o contrário", enfatiza. O argumento de alguns defensores da liberação é que o viciado não pode receber o mesmo tratamento que o traficante. Colletto lembra que isso não ocorre. O usuário seria tratado de forma mais branda pela Justiça.



Fonte: Jornal Ibia



Foto: Janaína Azevedo Lopes/Jornal Ibia


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