segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Texto do Jornal Ibia do dia 15/09/2009

Paternidade

“Quem pariu Matheus que o embale”. “Pai é quem cria não quem faz”. O imaginário coletivo, bem como nossas relações cotidianas, possui frases feitas para quase todas as situações e o ser humano tende a ver as coisas não como elas realmente são, mas como ele as concebe, ou seja, cada momento ou pessoa que passa por nós, em nossa percepção, está impregnado de nossas crenças, valores, costumes, estereótipos e preconceitos. A psicologia social se ocupa em estudar esses fenômenos e é extremamente curioso observar os desdobramentos das interações entre os atores sociais. Exemplo do que digo é a tão comentada Rota dos Vales, a Transcitros, que ainda está sendo gerada e já tem diversos pais. Desde Ministros, passando por Deputados Federais, Deputados Estaduais, Prefeitos e até alguns Vereadores se intitulam pai da Transcitros. Pobre mãe! De fato, todos agradecem ao governo Lula, mas ninguém quer deixar de fora seu cromossomo e é bem verdade que uma conquista dessa envergadura necessita de um esforço coletivo, daí a ser pai é outra história. Falando em história, me reporto aos meados do ano 2000, quando sob o comando do Governador Olívio Dutra, foi implantado o Orçamento Participativo Regional, onde aí sim a comunidade de Brochier apontava, juntamente com a construção de escolas, a prioridade na conclusão daquela rodovia, haja vista as obras de pavimentação daquelas localidades já haverem iniciado. Demagogias à parte, justiça seja feita. Nunca desmerecendo o esforço e o trabalho de ninguém, mas é preciso por os “pingos nos is” ou então esse é mais um “bebê de proveta”. O que importa é que entre mortos e feridos, estamos todos bem e em quase dez anos de batalha, os resultados são positivos e agora Montenegro também será contemplada. Quem será mesmo o pai?
Na verdade pouco importa, o belo é vermos crianças nascendo, e o que é melhor, a paternidade consciente, que não abandona seus filhos, pois de nada vale a festa do nascimento se posteriormente não houver o suor e a responsabilidade do desenvolvimento dos mesmos. Um fraterno abraço. Voltamos a nos falar!

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