O
transporte universitário para a Ulbra, Feevale e Unisinos é realizado com
prejuízo. A afirmação foi do gerente da Viação Montenegro, Júlio Höerlle,
durante reunião quinta-feira (15) na Câmara de Montenegro, presidida pelo
Vereador Ari Müller (PDT). O encontro, proposto pelos Vereadores Marcelo
Cardona (PP), Marcos Gehlen (PT) e Laureno Renner (PSB) foi sobre o transporte
coletivo urbano e universitário. Presentes também a Secretária da Indústria
Comércio e Turismo Rejane Baptista, o Fiscal de Trânsito Fábio Araújo, os
Vereadores Carlos Einar de Mello (PP) - “Naná” e José Alfredo Schmitz (PPS).
O Vereador Tuco cobrou a colocação de
maior quantidade de ônibus universitários para atender, por exemplo, aos
estudantes da Ulbra. Diz ter recebido queixa de que, seguidamente, os
estudantes são obrigados a viajar em pé. Júlio Höerlle
alegou não ser possível colocar mais ônibus, por razões de custos. Segundo ele,
atualmente o transporte universitário é deficitário. Alegou que para tornar
viável o transporte para a Ulbra seriam necessários, em média, 87 passageiros
todo dia. “Operamos a linha para as universidades como uma prestação de
serviços à comunidade. Transferimos receita de outras linhas para cobrir este
déficit”, argumenta Höerlle.
O Vereador Marcelo Cardona (PP)
concentrou sua abordagem na renovação do contrato da Viação Montenegro com a
Prefeitura para o serviço de transporte urbano, que está vencido. Declarou-se
preocupado com a falta de instrumentos medindo a satisfação dos usuários com os
serviços, assim como com o ritmo lento de construção de abrigos nas paradas de
ônibus.
Conforme o Gerente Operacional da
Viação Montenegro, Júlio Höerlle, pelo novo contrato a empresa se compromete a
repassar 1,5% da receita operacional bruta das linhas de transporte coletivo
urbano e interiorano para o Fundo Municipal de Transportes (FUNTRAN). O valor é
recolhido mensalmente. No momento, segundo Höerlle, são repassados em torno de 6 a 7 mil reais por mês.
O
fiscal Fábio Araújo observou que os recursos não precisam obrigatoriamente ser
aplicados na construção de abrigos, e sim no sistema viário como um todo. Na
visão de Höerlle, o dinheiro arrecadado deveria ser investido em melhorias
diretas para o usuário. Quanto à nova concessão, Araújo salientou que a empresa
não obteve nenhuma vantagem competitiva por ser da cidade.
Fonte:
site Câmara de Vereadores

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