terça-feira, 23 de novembro de 2010

Sujeito de Direitos

O debate em torno da juventude nos últimos anos tem sido permeado pela diversidade de temas e identidades múltiplas que a envolvem. De um lado, marcas como a cultura do medo e da violência ensaiam “contaminar” a sociedade, mas, de outro, surge uma diversidade de movimentos juvenis nesse contexto de busca e afirmação de uma identidade coletiva.


São movimentos em torno da solidariedade, de defesa ambiental, grupos que se orientam pelo lugar social, pelas modalidades esportivas e culturais, sobressaindo o hip-hop como a maior expressão de cultura de rua nesse contexto. Veem-se ainda movimentos em torno da sexualidade, da saúde, da luta por moradia, de portadores de deficiência, de mulheres, bem como associações e cooperativas diversas, organizações não governamentais (ONGs), jovens mobilizados em torno da agricultura familiar e as secretarias de juventude no âmbito dos partidos políticos.

Ao pensarmos em relação aos últimos dez anos, é possível delimitar a existência mais frequente do debate público sobre juventude, principalmente no âmbito das formulações, bem como algumas ações para o segmento. Esse reconhecimento se dá em detrimento do alto contingente demográfico da população juvenil nos últimos anos exposto ao cenário de vulnerabilidade social e à necessidade de inserção desses jovens num circuito de construção de uma vida melhor.

Assim, o pensar sobre as condições de existência e vivência juvenil de forma ampla – e não apenas como transição para a vida adulta – remete a um olhar sobre a necessidade de deixar a escola, o fato de começar a trabalhar, sair da família de origem, ter filhos, bem como se relaciona com a cultura e o lazer numa fase propícia a vivências de diversão e entretenimento. Aqui na aldeia, as vezes a discussão fica muito rasa, restringindo-se a quem o ruído vai incomodar.

Foram muitas as conquistas, ao longo dos últimos anos, todavia, é preciso dar visibilidade as ações e perspectivas para que as bandeiras de luta por mudanças na vida dos jovens seja também um pacto de toda a sociedade brasileira com essa geração, para que outras gerações se afirmem cada vez mais como sujeito de direitos.

Um fraterno abraço. Voltamos a nos falar!

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