terça-feira, 5 de outubro de 2010

O peso de uma escolha

O último pleito eleitoral, que de fato não acabou, foi um exemplo de cidadania, onde os brasileiros e brasileiras, puderam expressar seus anseios, suas confianças, desconfianças e até sua indignação elegendo um Tiririca, ou seja, já que é uma palhaçada......


Na verdade esse é um protesto estéril, uma vez que não existe qualquer resultado nisso, e torna mais uma vez a democracia em vala comum. Sempre quem acaba perdendo é o próprio povo. Eis o peso de uma escolha. Já falei em outros momentos daquele jargão cruel mas verdadeiro que diz: “ Cada povo tem o governante que merece”. Ora, em nível municipal as coisas não são diferentes. Veja por exemplo os últimos acontecimentos polêmicos, os quais tiveram grandes repercussões na mídia local, que tratavam de perseguição e abuso de poder. Obviamente, onde há fumaça há fogo e os representantes dos atingidos nunca se manifestariam se não fossem provocados por tais ou a coisa fosse notória demais. No entanto, em alguns pontos retrocedemos e o que nos sobra um exemplo deplorável do que não devemos fazer. Que saudade dos tempos do sinetaço, do panelaço e de outros aços do passado. Agora, volta a valer a lei do mais forte, do silêncio e da conivência, pois quem cala consente. É compreensível, humanamente falando, pois todos precisam obter o sustento com o suor de seus rostos, o incompreensível é manter no poder quem oprime. Compadeço-me com aqueles que sofrem calados e que questionados se vêem entre a cruz e a espada. Contudo, existe um tempo pra cada coisa e nosso dia vai chegar, onde o leão e o cordeiro deitarão lado a lado e não haverá mais dor!

Sou como a voz que clama no deserto, pois em muitos momentos estou só, e quando penso encontrar abrigo, são só palavras soltas ao vento. Existe também o cômodo, que mesmo não sendo nada insiste em agir como o espinho na carne a ferir, a sangrar e a roubar sonhos. E por falar em roubo, tão feio quanto é mentir, enganar e vencer ao peso desta mentira. O homem que transporta o mal remove a barreira da ética e é como a mulher a ser traída e a aplaudir, como se ninguém soubesse de seus crimes. Nada há de oculto que não venha a ser revelado.

Para este segundo turno, o mais importante e a ser observado pelo povo é a posição de cada um, pois quem é sério tem lado. O ladrão é que fica em cima do muro. Pra que lado cairá?

A máxima que fica portanto é que no final havemos de regozijar-nos ou suportar o peso de uma escolha. Um fraterno abraço. Voltamos a nos falar!

Nenhum comentário:

Postar um comentário