Foi esse o termo que usei para ilustrar a importância da participação popular nas sessões das quintas- feiras na Câmara de Vereadores. A propósito, você que agora lê esse texto, tem acompanhado o trabalho do seu Vereador? Tem feito seu papel fiscalizador? Sabe quantos e quais foram os projetos por ele (a) apresentados e qual a sua relevância para o município? Pois bem, vou lhes dar uma ajuda, ao mesmo tempo em que marco esse ano de meu mandato como o ano da não aceitação da demagogia, o que de fato sempre o foi, porém neste momento mais acentuadamente, pois chega de ver a enrrolação do povo. Lembram da CPI que propus no início de 2009, logo após a morte daquela menina lá da vila Esperança? Não consegui os 4 votos necessários para aprofundar uma grande discussão referente à saúde no município. Somente 2 vereadores tiveram a coragem de apoiar minha idéia. Laureno Renner e Marcelo Cardona. Quem não apoiou, não preciso citar nomes. Os outros sete. Por falar em demagogia pasmem, a Vereadora Iria Camargo, “ DEFENSORA” da saúde, só na conversa, chegou a bradar o absurdo de que tal CPI poderia fechar o Hospital Montenegro, daí percebe-se o entendimento dela sobre o assunto. Trouxe de volta o assunto CPI por ser pertinente, uma vez que tendo ouvido e acreditado a vida inteira que saúde, educação, segurança e em nossos tempos meio ambiente são prioridade é inacreditável que seu representante tenha votado contra a idéia de aprofundar as discussões e o conhecimento sobre o assunto. O fato é que a oxigenação de 50% da Câmara de Vereadores parece não ter sido suficiente, pois exatamente 5 Vereadores votaram contra o projeto. Que projeto? A proposição, engraçado, daqueles mesmos três Vereadores, Tuco, Laureno e Marcelo, era a criação na Câmara, da Comissão de Saúde, Educação e Meio Ambiente, exatamente com o propósito de contemplar ainda mais a população com um debate aprofundado e de qualidade. Acontece que os remanescentes de uma política arcaica e assistencialista, além de não querer ou não dispor de tempo, devido aos seus outros trabalhos, não permitem aqueles que desejam ardentemente qualificar a ação parlamentar em nosso município. Outra curiosidade são os nomes dos votos contrários. Lembra que a pouco falei de oxigenação? Dos 5 votos contrários 4 são remanescentes: Roberto Braatz, Joacir Menezes, também da saúde, no discurso, Ari Müller, Rose Almeida e imaginem, Iria Camargo, a mãe da Secretaria da Saúde. Gente, por favor. Tal situação é insuportável, às vezes penso em desistir, pois como pode um ideal sobreviver a isso e como se não bastasse, para não se comprometer, Edgar Becker se absteve. Pense bem. Esse é o nível a que chegamos na Câmara de Vereadores. Discursos eloqüentes e um agir contraditório. Você não acha que seria muito bom se cada assunto tivesse um foro privilegiado de discussão? Será que não teríamos de fato uma Montenegro como nunca se viu? A decisão está sempre em nossas mãos. Chega de eleger o assistencialismo que contempla a individualidade, ou a demagogia que enche os nossos ouvidos. Por amor aos nossos filhinhos, acompanhe o trabalho dos Vereadores no que tange as suas reais atribuições, dentre elas a principal, a formulação de projetos que visem o bem comum ou então continuaremos a assistir de camarote a entrega de Honra ao mérito, grandes nomes de ruas ou praças, Cidadão Benemérito e outras ninharias que, a propósito, poderíamos deixar para os Vereadores Mirins, sem querer ofende-los. Ficamos por aqui na batalha, pois “A LUTA CONTINUA”. Um fraterno abraço. Voltamos a nos falar!
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